
Trepou com dois
Tramou com três
Triturou corações
Treinou Inglês
Pra escrever cartas anônimas

Trepou com dois
Tramou com três
Triturou corações
Treinou Inglês
Pra escrever cartas anônimas

Na descida decidiu dar
Não dava a menor bola
Doesse a quem doesse
Domingo ela diria.
Deu a volta por cima
Dedicou dias inteiros
Descendo e subindo
Dando de dedo no desgosto
Deu tchau, disse adeus
Na hora doeu, mas
Dalí a pouco desfez
Decidida mesmo; disse:
Diante de todos
Digo ao mundo convencida
Dou-te um pé na bunda
Descarto-te pra vida.

As palavras servem para dizer o que são, ou não.
E as escolhidas, são escolhidas, justamente para dizer mais.
Depende da bala que entra
Pra saber se ela é doce ou amarga
Depende da forma
Pode ser assim, mas com chapéu é assado.
Depende da manga, da meia
Madura pela metade
Ou punho da blusa e pé quente
Que pode ser sortudo.
Depende da muda
Talvez ela cresça e não fale
Talvez fale muito quando floresça.
Não há nada de errado
E nem tudo de certo
Depende tanto da mão que toca
Quanto da qual se caminha
O sentido às vezes é tido sem.

Agora que dividimos NÓS:
Ficarei com N de ninguém
Um Ó de tristeza Shakespereana
E um S de solidão.
Enquanto VOCÊ:
VOa nas asas do V
Na CErteza.
Pra longe de mim.
E EU
Me restando apenas E U
Experimento Uxoricídio.


Meu perfil
BRASIL, Sul, SENGES, Mulher, de 20 a 25 anos, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Teatro e Literatura